O programa “Pânico” mudou de nome mas a invasão ao funeral de Amy Whinehouse, conforme levado ao ar neste domingo, promoveu bafão entre fãs e seguidores da arte da musa inglesa, morta mês passado.
A invasão do funeral de Amy Winehouse por uma equipe do “Pânico” ganhou tratamento especial da edição do programa no esforço de diminuir o impacto negativo que causou. Mas mesmo assim houve reação e foi um ufa para segurar poucos pontos de audiência.
Li hoje que Daniel Zukerman, o Impostor, e André Machado, produtor do programa, conseguiram se infiltrar numa cerimônia íntima, reservada a parentes e amigos de Amy, e foram fotografados no funeral da cantora em Londres, naquele estilo nada recomendável que de repente a gente se pega assistindo pela telinha.
A falta de respeito da dupla, em nome de toda produção do programa, chegou à imagem da dupla fingindo consternação e choro.
A cena, produzida pela respeitada agência Reuters, deu a volta ao mundo e foi reproduzida por um sem número de jornais, sites e programas de televisão.
O diretor Alan Rapp antecipou a “maquiagem” que seria vista, por postagem no Twitter: “Missão especial do Impostor: tapear a imprensa sensacionalista internacional”. A Reuters, como se sabe, está longe de merecer este rótulo.”
O “Pânico” mostrou imagens de Amy em situações contrangedoras captadas por fotógrafos e cinegrafistas. “O sensacionalismo era o que movia os tablóides ingleses”, disse o Impostor. “O que fizeram com a Amy é assustador”, falou, como que se o próprio “Pânico” nunca tivesse feito coisa semelhante com celebridades brasileiras.
Ao exibir os preparativos para a invasão, Zukerman insistiu na ideia que sua missão tinha o objetivo de “tapear a imprensa sensacionalista internacional”. O que se viu, em seguida foi como o Impostor tapeou a segurança que cuidava do funeral e entrou no cemitério.
Quando se deu conta de que a foto de Zukerman e Machado chorando era uma “armação”, a Reuters se viu obrigada a distribuir um comunicado a todos os seus clientes, alertando-os sobre o erro que cometeu.
Diante da repercussão negativa do seu feito, o “Pânico” tinha duas opções principais: cancelar a exibição da reportagem ou exibi-la, afrontando corajosamente todos os que criticaram o programa. Optou por um terceiro caminho: exibir o que fez de forma “maquiada”, como uma crítica à “imprensa sensacionalista”. Mas não colou.
Em respeito, posto a foto da incrível cantora, que sabia tudo e tinha mais ainda para ser a diva do século XXI.
E vai um vídeo de um de seus maiores sucessos: “Back To Black”.
FONTE: http://www.zcastel.com.br
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